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A dose de reforço da vacina contra a COVID-19 tem sido estudada em alguns países, como forma de reforçar a imunidade de pessoas que possuem a resposta imunológica mais lenta, como é o caso dos idosos, fornecendo uma proteção extra contra a variante delta. Além disso, a terceira dose tem sido considerada para pessoas que possuem o sistema imunológico enfraquecido devido a transplante de órgãos ou doenças com o objetivo de garantir que a resposta imune contra a COVID-19 atinja níveis suficientes.

No Brasil, o Ministério da Saúde autorizou a aplicação da terceira dose de reforço de uma das vacinas  da Pfizer, da AstraZeneca ou da Janssen, a partir de setembro, em idosos com mais de 70 anos ou pessoas que têm o sistema imunológico enfraquecido, que receberam duas doses das vacinas há pelo menos 6 meses ou 28 dias, respectivamente.

Nos Estados Unidos, também já está aprovado o uso emergencial da terceira dose das vacinas da Pfizer e da Moderna, para pessoas com o sistema imune enfraquecido, enquanto em Israel, a terceira dose da Pfizer já está sendo aplicada em idosos acima de 60 anos. Em Portugal, a terceira dose da vacina contra a COVID-19 ainda não foi autorizada, pois aguarda resultados de estudos, além da aprovação da Agência Europeia do Medicamento (EMA).

Quando tomar

 

Embora alguns países ainda aguardem o resultado de estudos para a aplicação da terceira dose da vacina, a recomendação para a aplicação das primeiras doses das vacinas são:

Vacina Número total de doses Intervalo entre as doses Estudos sobre a terceira dose no Brasil
Coronavac 2 2 a 4 semanas 1 dose de reforço da vacina da Pfizer,  AstraZeneca ou Janssen, 6 meses após o término das duas doses iniciais em idosos com mais de 70 anos, pessoas com o sistema imunológico enfraquecido ou profissionais de saúde
Pfizer e BioNTech (Comirnaty) 2 8 semanas 1 dose de reforço, 6 meses após o término das duas doses iniciais
Moderna 2 28 dias
Covaxin 2 28 dias
Astrazeneca 2 8 semanas 1 dose de reforço, 4 semanas após o término das duas doses iniciais
Sputnik V 2 21 dias
Johnson & Johnson 1

Ministério da Saúde tem como previsão de iniciar a aplicação da dose de reforço da vacina contra a COVID-19 no Brasil, em setembro, preferencialmente com uma dose de reforço da vacina da Pfizer, ou de forma alternativa, uma dose de uma das vacinas da AstraZeneca ou da Janssen, para pessoas com mais de 70 anos, que tenham recebido as duas doses de qualquer outra vacina da COVID-19 há pelo menos 6 meses.

Quem deve tomar a dose de reforço

 

A dose de reforço está indicada para pessoas com mais de 70 anos e para pessoas imunossuprimidas, que são aquelas que possuem o sistema imunológico mais enfraquecido devido a algumas situações, sendo as principais:

  • Imunodeficiência primária grave;
  • Realização de tratamento quimioterápico;
  • Transplante de órgão ou de células tronco hematopoiéticas e uso de medicamentos imunossupressores;
  • Hemodiálise;
  • Doenças autoimunes em que há inflamação crônica, como doenças reumatológicas e intestinais inflamatórias;
  • Uso de medicamentos que alteram a resposta do sistema imune;
  • Uso de medicamentos corticoides em dose igual ou superior a 20 mg por dia de prednisona ou equivalente por 14 dias ou mais;
  • Infecção pelo vírus HIV ou AIDS com contagem de linfócitos CD4 inferior a 200 por mm3 de sangue.

Dessa forma, ao garantir uma dose de reforço a esse grupo de pessoas, é possível estimular um maior nível de proteção, isso porque devido à diminuição do funcionamento do sistema imune, há maior risco de desenvolver casos graves da doença mesmo com as duas doses da vacina.

Por que a dose de reforço é indicada?

 

Em um estudo realizado Reino Unido para avaliar a eficácia das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca contra a variante delta, foi verificado que a imunidade conferida pela vacina Pfizer passou de 92% para 78% após 90 dias da administração da segunda dose, enquanto que a eficácia de AstraZeneca passou de 69% para 61% após 90 dias [1].

Essa redução da imunidade, um período após a vacinação é considerado normal para qualquer tipo de vacina, e para garantir uma imunidade extra, proteção contra as novas variantes do coronavírus e o desenvolvimento da forma grave da COVID-19, a dose de reforço e/ou a terceira dose têm sido aprovadas em alguns países.

Diferença entre dose de reforço e terceira dose

 

Apesar de muitas vezes dose de reforço e terceira dose serem usados como sinônimos, indicam coisas distintas. As principais diferenças entre esses termos estão indicados na tabela a seguir:

Dose de reforço Terceira dose
Indicada para pessoas imunocompetentes Indicada principalmente para pessoas imunocomprometidas devido a doenças ou transplante
Tem como objetivo reforçar a imunidade, pois a resposta imune induzida pela vacinação é suficiente Tem como objetivo aumentar a imunidade devido à quantidade insuficiente de anticorpos circulantes produzidas após duas doses da vacina
Reforça a imunidade, já que é comum que a resposta imune fique mais “lenta” ao longo do tempo Faz com que a resposta imune seja elevada até um nível suficiente
Pode ser administrada entre 6 e 8 meses após a segunda dose Pode ser administrada em 28 dias após a segunda dose
A dose de reforço é diferente das doses anteriores A terceira dose é dada com o mesmo imunizante das doses anteriores

Quais as vantagens da dose de reforço?

 

A vacinação contra a COVID-19 permite um aumento inicial de anticorpos e outras moléculas contra a COVID-19, mas que com o passar do tempo diminui lentamente, reduzindo a proteção contra a infecção pelo coronavírus.

Acredita-se que a dose de reforço da vacina permita uma multiplicação das células B de memória, que produzem anticorpos, e desta forma, leve a um aumento dos níveis desses anticorpos e da proteção contra a COVID-19, inclusive das novas variantes do coronavírus.

No entanto, com o tempo, o número de anticorpos diminui novamente, mas a quantidade de células B de memória é maior, o que permite uma resposta mais rápida e mais forte do corpo quando em contato com o coronavírus.

Quais os riscos

 

As informações sobre os riscos da dose de reforço da vacina contra a COVID-19 ainda são limitadas, pois apenas três países, Israel, Rússia e Hungria, iniciaram sua aplicação. No entanto, as reações à dose de reforço e/ou terceira dose das vacinas de mRNA, que são a Pfizer e AstraZeneca, são semelhantes às duas doses anteriores, sendo mais comuns de ocorrer sintomas leves a moderados como cansaço excessivo ou dor no local da injeção.

Além disso, outros efeitos colaterais comuns incluem vermelhidão ou inchaço ao redor da injeção, dor de cabeça, dor muscular, calafrios, febre ou náusea.

Fonte: https://www.tuasaude.com/terceira-dose-vacina-covid/

O surgimento de reações após tomar a vacina da COVID-19 é completamente normal e acontece devido à resposta natural do sistema imune, que produz anticorpos para combater a substância que foi injetada. É esta resposta que permite criar imunidade, já que os anticorpos produzidos são os mesmos que, no caso de uma infecção real por COVID-19, irão combater o vírus.

As reações à vacina surgem, geralmente, nas primeiras 24 horas e as mais comuns são:

  • Dor, inchaço e/ou vermelhidão no local da injeção;
  • Dor de cabeça;
  • Febre e arrepios;
  • Sensação de cansaço;
  • Dor muscular e/ou articular.

Estas reações podem se manter por 2 a 3 dias. No caso das vacinas que necessitam de mais que uma dose, as reações gerais como febre, dor de cabeça e dor muscular, são mais frequentes após a segunda dose, já as reações de dor e inchaço no braço podem acontecer em todas as doses.

A vacinação é a melhor forma de proteger contra uma infecção grave por COVID-19 e, por isso, deve ser realizada apesar de causar algumas reações adversas. A não-vacinação não provoca qualquer tipo de reação, mas também não protege contra o coronavírus, nem diminui as chances de uma infecção grave que pode colocar a vida em risco.

Como aliviar as reações da vacina

 

Embora as reações da vacina da COVID-19 possam ser um pouco incômodas e afetar o dia a dia da pessoa vacinada, existem algumas formas de as aliviar:

 

Para aliviar estes sintomas basta aplicar um pouco de gelo (coberto por um pano limpo) no local por 10 a 15 minutos, várias vezes ao dia. Isso vai fazer com que a inflamação no local diminua, aliviando o incômodo.

É também importante evitar fazer esforços com o braço vacinado, como levantar peso, especialmente no primeiros 2 dias.

2. Dor de cabeça e febre

Para aliviar a dor de cabeça e a febre é importante ficar de repouso. No entanto, algumas técnicas naturais podem ajudar como colocar um pano umedecido com água fria na testa, evitar vestir roupa muito quente e tomar um chá de gengibre ou valeriana, por exemplo. Confira uma lista dos principais chás para aliviar a dor de cabeça e a febre.

Além disso, e com orientação de um profissional de saúde, também se pode tomar paracetamol a cada 8 horas. Esse é um remédio antitérmico que permite diminuir a temperatura corporal, combatendo a febre.

No caso de a febre durar mais de 2 dias ou se não melhorar com o uso de medicamentos, é importante ir ao hospital para identificar a possível causa, iniciando o tratamento adequado.

3. Cansaço e dor muscular ou articular

A melhor forma de recuperar do cansaço e aliviar a dor muscular e/ou articular consiste em repousar o máximo possível, evitando esforços como pegar peso, limpar a casa ou malhar, por exemplo.

É também importante garantir uma correta hidratação e nutrição do corpo, bebendo bastantes líquidos e fazendo uma dieta equilibrada. Os líquidos podem ser água, chás, água de coco ou sucos naturais. Veja o que comer para combater o cansaço.

Possíveis reações graves

 

As reações graves à vacina da COVID-19 são muito raras, mas acontecem principalmente em pessoas que têm histórico de uma reação grave após tomar qualquer outro tipo de vacina.

Estas reações podem surgir logo após a vacinação ou até 4 semanas:

  • Reação alérgica grave, normalmente nos primeiros 30 minutos após a vacinação;
  • Formação de coágulos, que podem provocar trombose;
  • Inflamação do coração.

Embora sejam muito raras, estas reações devem ser identificadas o mais rápido possível, para que possam ser tratadas corretamente, evitando o surgimento de sequelas.

No caso de sintomas como sensação de falta de ar, inchaço do rosto, dor de cabeça muito intensa, dor no peito ou inchaço nas pernas, é importante procurar ajuda médica.

O que causa as reações da vacina?

 

As reações que surgem após a vacinação são resultado da resposta normal do sistema imune à substância que foi injetada. Essa substância varia de acordo com o tipo de vacina, mas é sempre um material inofensivo, capaz de imitar o coronavírus, estimulando a resposta imune. Quando isso acontece, o corpo produz anticorpos que ficarão “em espera” caso o verdadeiro coronavírus entre no corpo.

É comum que as reações sejam mais intensas depois da segunda dose da vacina pois o corpo já possui anticorpos de reserva que foram produzidos após a primeira dose. Esses anticorpos atuam mais rapidamente e com mais força contra a substância injetada.

O que significa se não surgirem reações à vacina?

Não apresentar reações ou ter efeitos colaterais muito leves não significa que não se tem imunidade contra o vírus. Isso porque, a intensidade das reações está relacionada com a forma como cada sistema imune responde à vacina e não à força da imunidade conferida.

A única forma de saber se se tem ou não imunidade contra a COVID-19 é realizando um teste de sangue para anticorpos IgG e IgM. Saiba mais sobre os testes para COVID-19.

Quando ir ao hospital

 

É importante ir ao hospital sempre que existir suspeita de alguma reação grave à vacina. Além disso, deve-se procurar ajuda médica sempre que:

  • A febre não diminui ou se mantém por mais de 3 dias;
  • O inchaço e a dor no braço não melhoram após 3 dias;
  • Surgem outros sintomas sugestivos de COVID-19, como tosse intensa, sensação de falta de ar ou perda de olfato.

A vacina não é capaz de provocar COVID-19, no entanto, algumas pessoas podem entrar em contato com o vírus poucos dias antes, ou logo após a vacinação. Nesses casos, a imunidade da vacina ainda não está ativa e, por isso, podem acabar desenvolvendo COVID-19. A eficácia da vacina só é garantida 14 dias após a última dose. Veja outras dúvidas comuns sobre a vacina da COVID-19

Fonte: https://www.tuasaude.com/reacao-da-vacina-covid/

Inicia – se Setembro, e com ele novas oportunidades, novos caminhos, um mês novo repleto de esperança.
E acima de tudo, um mês para te dizer o quanto você é fenomenal, o quanto você é importante, e o quanto você ainda pode fazer.
Sua vida, VOCÊ, importa.
Mesmo que a luta pareça demais para você, você é forte o suficiente, pois você é incrível. Nunca desista, e nunca deixe ninguém dizer o contrário.
#setembroamarelo
#suavidaimporta

A saúde emocional é caracterizada pela capacidade de controlar e gerenciar as alterações de comportamento que influenciam nossas atividades cotidianas.

Nesse sentido, aborda-se sentimentos que ocasionam falta de motivação, vida afetiva vazia, objetivos pessoais e profissionais difusos, comportamentos apáticos e de procrastinação frente às atividades diárias.

É fundamental não somente identificar os problemas relacionados à saúde emocional, mas também guiar suas atitudes para resolvê-los. Confira a seguir algumas dicas para modificar essa condição clínica:

*Evite desequilíbrios emocionais
*Invista em comportamentos positivos
*Melhore sua alimentação
*Pratique atividades prazerosas
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– Esta postagem, é feita no intuito de trazer informações aos nossos seguidores. As postagens são feitas pelo setor responsável das mídias sociais. Qualquer dúvida sobre agendamento de consultas, orçamentos e relacionados, podem ser tratados pelo telefone: (43) 3472-8500.

  

  

  

Você sabia? Que doando sua nota fiscal, seja ela do mercadinho ali da esquina, da loja de roupas, do hipermercado, do sorvete… Você está ajudando a UTI Neonatal?
Por sermos uma instituição filantrópica, ou seja sem fins lucrativos, dependemos muito de doações, e essas notinhas são destinadas a nossa Neo.

Aaah, logo logo, iremos fazer algumas publicações com os locais onde tem nossas caixinhas para doação, porém, já está em quase todas as lojas e mercados da cidade, inclusive postos de combustíveis.

O principal fator de risco para a doença é o tabagismo: 85% dos casos têm relação com o consumo de produtos com tabaco. A melhor maneira de prevenir é não fumar e evitar o contato com outros agentes químicos. Passe para o lado para saber mais!
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No Brasil, 443 pessoas morrem a cada dia por causa do tabagismo. R$125.148 bilhões são os custos dos danos produzidos pelo cigarro no sistema de saúde e na economia e 161.853 mortes anuais poderiam ser evitadas.
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O que a fibromialgia, o mal de Alzheimer, o lúpus têm em comum? As quatro doenças não têm hora para se manifestarem, e podem ser diagnosticadas precocemente. Por isso, duas campanhas foram criadas para disseminar informações sobre essas doenças. “As doenças contempladas pelas campanhas de fevereiro não são contagiosas e, com o tratamento correto, podem ser enfrentadas com mais qualidade de vida. Queremos que a categoria saiba disso e sinta que pode contar conosco mesmo em momentos de adversidades”, explica a diretora de saúde e condições do trabalho do Sindjustiça-RJ, Gabriela Garrido.

 

FEVEREIRO ROXO

Essa campanha engloba três doenças que, à primeira vista, são muito diferentes entre si, exceto por um detalhe: nenhuma das três tem cura. A iniciativa une a fibromialgia, o lúpus e o mal de Alzheimer sob o lema se não houver cura, que, no mínimo, haja conforto.
Já ouviu falar nessas enfermidades? Confira as principais características de cada uma delas a seguir:

LÚPUS

  • O que é? Doença que faz com que o sistema imunológico passe a atacar células do próprio corpo, que passam a ser vistas como inimigas;
  • Quais os sintomas? Confusão mental, manchas avermelhadas na pele, febre persistente, dor nas articulações e fadiga.

MAL DE ALZHEIMER

  • O que é? Doença degenerativa que destrói as células cerebrais;
  • Quais os sintomas? Perda de memória, confusão mental, dificuldade para lembrar como executar tarefas simples do dia-a-dia.

FIBROMIALGIA

  • O que é? Síndrome que provoca dores fortes em todo o corpo por longos períodos de tempo;
  • Quais os sintomas? Dor generalizada, inchaço e sensibilidade nas articulações, fadiga e perda de memória.

 

FEVEREIRO LARANJA

A iniciativa tem o objetivo de prevenir a leucemia, um tipo de câncer que afeta os tecidos que formam células sanguíneas e impede que o corpo combata infecções.
Com causas desconhecidas, a doença costuma se manifestar de forma repentina e agressiva. No entanto, as perspectivas de cura são boas — as chances de se recuperar chegam a 90%, caso seja diagnosticada nos estágios iniciais.
Para que isso seja possível, é necessário ficar atento a alguns sinais de alerta:

  • Os principais sintomas de leucemia são:
    • Dores nas articulações e nos ossos;
  • Febre persistente, sem razão aparente;
  • Infecções frequente;
  • Sangramento nasal e na gengiva;
  • Perda de peso involuntária;
  • Surgimento repentino de hematomas no corpo;
  • Tontura frequente

Serventuários que apresentem esses sintomas devem procurar um médico imediatamente. A suspeita de estar com uma doença séria é difícil, mas é preciso manter em mente que, quanto mais cedo acontecer a consulta, antes o problema estará resolvido.

Fonte:
https://sindjustica.org.br/fevereiro-roxo-e-laranja-campanha-conscientiza-sobre-prevencao-a-quatro-doencas/
https://minutosaudavel.com.br/fevereiro-roxo/#o-que-e

Vacina contra COVID-19: como funciona e efeitos colaterais

 

Várias vacinas contra a COVID-19 estão sendo estudadas e desenvolvidas em todo o mundo para tentar combater a pandemia causada pelo novo coronavírus, mas ainda nenhuma se encontra aprovada pela OMS.

Até ao momento, são 6 as vacinas que têm demonstrado resultados mais promissores:

  • Pfizer e BioNTech (BNT162): a vacina norte americana e alemã apresentou 90% de eficácia em estudos de fase 3;
  • Moderna (mRNA-1273): a vacina norte-americana apresentou 94,5% de eficácia em estudos de fase 3;
  • Instituto de Pesquisa Gamaleya (Sputnik V): a vacina russa apresentou 92% de eficácia em estudos de fase 3;
  • AstraZeneca e Universidade de Oxford (AZD1222): a vacina inglesa está em estudos de fase 3 e numa primeira fase demonstrou eficácia de 70,4%;
  • Sinovac (Coronavac): a vacina chinesa está em estudos de fase 3 sem referência à taxa de eficácia;
  • Johnson & Johnson (JNJ-78436735): a vacina norte americana entrou em estudos de fase 3, sem taxa de eficácia liberada.

Além destas, outras vacinas como a NVX-CoV2373, da Novavax, a Ad5-nCoV, da CanSino ou a Covaxin, da Bharat Biotech, também estão em fase 3 de estudo, mas ainda não possuem resultados publicados.

Como funcionam as vacinas da COVID-19

As vacinas contra a COVID-19 têm sido desenvolvidas com base em 3 tipos de tecnologia:

  • Tecnologia genética do RNA mensageiro: é uma tecnologia mais utilizada na produção de vacinas para animais e que faz com que as células saudáveis do corpo produzam a mesma proteína que o coronavírus utiliza para entrar nas células. Ao fazer isso, o sistema imune é obrigado a produzir anticorpos que, durante uma infecção, podem neutralizar a proteína do verdadeiro coronavírus e impedir o desenvolvimento da infecção. Esta é a tecnologia sendo utilizada nas vacinas da Pfizer e da Moderna;
  • Uso de adenovírus modificados: consiste em utilizar adenovírus, que são inofensivos para o corpo humano, e modificá-los geneticamente para que atuem de forma parecida com o coronavírus, mas sem risco para a saúde. Isso faz com que o sistema imunológico treine e produza anticorpos capazes de eliminar o vírus caso aconteça a infecção. Esta é a tecnologia por trás das vacinas da Astrazeneca, da Sputnik V e da vacina da Johnson & Johnson;
  • Uso do coronavírus inativado: é utilizada uma forma inativada do novo coronavírus que não provoca a infecção, nem problemas para a saúde, mas que permite ao corpo produzir os anticorpos necessários para combater o vírus.

Todas estas formas de funcionamento são teoricamente eficazes e já funcionam na produção de vacinas para outras doenças.

Como é calculada a eficácia da vacina?

 

A taxa de eficácia de cada vacina é calculada tendo por base o número de pessoas que desenvolveu a infecção e que foram de fato vacinadas, em comparação com aquelas que não foram vacinadas e que receberam um placebo.

Por exemplo, no caso da vacina da Pfizer, foram estudadas 44.000 pessoas e, desse grupo, apenas 94 acabaram desenvolvendo COVID-19. Dessas 94, 9 eram pessoas que tinham sido vacinadas, enquanto as restantes 85 eram pessoas que tinham recebido o placebo e que, por isso, não receberam a vacina. De acordo com estes valores, a taxa de eficácia é de aproximadamente 90%.

Entenda melhor o que é um placebo e para que serve.

 

Quando podem chegar as primeiras vacinas

É esperado que as primeiras vacinas contra a COVID-19 comecem a ser distribuídas durante o último mês de 2020 ou na primeira metade de 2021. Isso apenas é possível devido à criação de vários programas especiais que permitem a liberação emergencial das vacinas sem precisarem passar por todas as fases de aprovação delineadas pela OMS.

Em situações normais e de acordo com a OMS, uma vacina só deve ser liberada para a população após cumprir os seguintes passos:

  1. O laboratório que produz a vacina precisa realizar estudos de fase 3 de larga escala que apresentem resultados satisfatórios de segurança e eficácia;
  2. A vacina precisa ser avaliada por entidades independentes do laboratório, incluindo o órgão de regulação do país, que no caso do Brasil é a Anvisa, e em Portugal o Infarmed;
  3. Um grupo de pesquisadores escolhido pela OMS analisa os dados obtidos em todos os testes para assegurar a segurança e eficácia, assim como para planear como cada vacina deve ser utilizada;
  4. As vacinas aprovadas pela OMS devem poder ser produzidas em elevadas quantidades;
  1. É preciso garantir que as vacinas podem ser distribuídas por todos os países com grande rigor.

A OMS tem reunido vários esforços para garantir que o processo de aprovação de cada vacina aconteça o mais rápido possível, e as entidades de regulação de cada país também têm aprovado autorizações especiais para as vacinas da COVID-19. No caso do Brasil, a Anvisa aprovou uma autorização temporária e emergencial que permite que algumas vacinas possam ser usadas mais rapidamente em alguns grupos da população. Ainda assim, essas vacinas devem cumprir com algumas regras básicas e só poderão ser distribuídas pelo SUS.

 

Plano de vacinação no Brasil

O plano de vacinação apresentado no Brasil não revela uma data específica para o início da vacinação contra a COVID-19, no entanto, é esperado que as primeiras vacinas comecem a ser administradas ainda nos primeiros 6 meses de 2021. Para confirmar uma data é necessário que alguma das vacinas seja aprovada pela Anvisa.

De acordo com o plano liberado pelo Ministério da Saúde[1], a vacinação será dividida em 4 fases para chegar aos principais grupos prioritários:

  • 1ª fase: serão vacinados trabalhadores da área da saúde, pessoas com mais de 75 anos e pessoas com mais de 60 anos que vivam em instituições;
  • 2ª fase: serão vacinadas pessoas acima dos 60 anos;
  • 3ª fase: serão vacinadas pessoas com outras doenças que aumentem o risco de infecção grave por COVID-19; 4ª fase: serão vacinados professores, profissionais de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional.

No total das 4 fases de vacinação, é estimado que 51 milhões de pessoas sejam vacinadas contra a infecção pelo novo coronavírus. Após os principais grupos de risco terem sido vacinados, a vacinação contra a COVID-19 será disponibilizada para a restante população.

Durante as primeiras 4 fases de vacinação será utilizada a vacina produzida pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Porém, vacinas de outros laboratórios poderão também ser adquiridas no decorrer da vacinação.

 

Plano de vacinação em Portugal

O plano de vacinação em Portugal[2] indica que a vacina deve começar a ser distribuída no final de dezembro, seguindo as orientações aprovadas pela Agência Europeira do Medicamento.

Estão previstas 3 fases de vacinação:

  • 1ª fase: profissionais de saúde, funcionários de lares e unidades de cuidados, profissionais das forças armadas, forças de segurança e pessoas com mais de 50 anos e com outras doenças associadas;
  • 2ª fase: pessoas com mais de 65 anos;
  • 3ª fase: restante população.

As vacina serão distribuídas gratuitamente nos centros de saúde e postos de vacinação do SNS.

Possíveis efeitos colaterais

 

Ainda não se conhecem os possíveis efeitos colaterais de todas as vacinas sendo produzidas contra a COVID-19. No entanto, de acordo com os estudos feitos com as vacinas produzidas pela Pfizer-BioNTech e pelo laboratório Moderna, esses efeitos parecem incluir:

  • Dor no local da injeção;
  • Cansaço excessivo;
  • Dor de cabeça;
  • Dos muscular;
  • Febre e calafrios;
  • Dor nas articulações.

Estes efeitos colaterais são semelhantes aos de muitas outras vacinas, incluindo a vacina da gripe comum, por exemplo.

À medida que o número de pessoa vá aumentando é esperado que apareçam reações adversas mais graves, como reações anafiláticas, especialmente em pessoas mais sensíveis a alguns componentes da fórmula.

O que ainda não se sabe

 

Embora as vacinas contra a COVID-19 tenham demonstrado resultados promissores ainda existem várias dúvidas sobre a sua utilização, que vão desde a dificuldade de armazenamento de algumas vacinas, até ao que ainda não se sabe, como por exemplo:

  • Os resultados obtidos em cada laboratório ainda não foram avaliados por outras entidades independentes;
  • Não se sabe se cada vacina previne contra qualquer tipo de COVID-19 ou apenas formas mais graves;
  • Não se conhece com exatidão como grupos de risco, como os idosos, poderão reagir à vacinação;
  • Não se sabe quais podem ser os efeitos a longo prazo do uso da vacina;
  • Não se conhece o tempo de duração do efeito de cada vacina.

Estas dúvidas se relacionam principalmente com a rapidez com que as vacinas precisam ser produzidas para tentar combater a pandemia de COVID-19. Em situações normais, todas estas dúvidas precisariam ser respondidas antes de que alguma vacina pudesse ser liberada para a população.

Quem não deve tomar a vacina

 

A vacina contra a COVID-19 não deve ser administrada a pessoas com histórico de reações alérgicas graves a algum dos componentes da vacina. Além disso, a vacinação também está desaconselhada em crianças com menos de 16 anos, grávidas e mulheres a amamentar, já que não existem dados suficientes sobre o efeito das vacinas nestes grupos.

Já no caso de pacientes a fazer uso de imunossupressores ou com doenças autoimunes, é importante que a vacinação seja feita apenas sobre supervisão do médico responsável pelo tratamento.

Bibliografia >

  • WHO. Coronavirus disease (COVID-19): Vaccines. Disponível em: <https://www.who.int/news-room/q-a-detail/coronavirus-disease-(covid-19)-vaccines?adgroupsurvey={adgroupsurvey}&gclid=Cj0KCQiAtqL-BRC0ARIsAF4K3WFCz1bfdpf9jp5SZeA6dlrprv0XBX1Xq83yHeqouX9QXcQta8YBMaEaAs0rEALw_wcB>. Acesso em 03 Dez 2020
  • CDC. Frequently Asked Questions about COVID-19 Vaccination. Disponível em: <https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/vaccines/faq.html>. Acesso em 03 Dez 2020
  • ANVISA. Anvisa define requisitos para pedidos de uso emergencial de vacinas. Disponível em: <https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/anvisa-define-requisitos-para-pedidos-de-uso-emergencial-de-vacinas>. Acesso em 03 Dez 2020
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19. 2020. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2020/dezembro/12/2020_12_11_plano-de-vacinacao-covid19-_revisado.pdf>. Acesso em 15 Dez 2020
  • SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE. Plano de Vacinação COVID-19. 2020. Disponível em: <https://www.sns.gov.pt/wp-content/uploads/2020/12/Plano_Vacinacao_COVID-19.pdf>. Acesso em 15 Dez 2020
  • AMERICAN ASSOCIATION OF RETIRED PERSONS. What Are the Side Effects of COVID-19 Vaccines?. Disponível em: <https://www.aarp.org/health/conditions-treatments/info-2020/coronavirus-vaccine-side-effects.html>. Acesso em 21 Dez 2020.

 

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